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Á todas as mulheres incríveis, inclusive você!

em 8 de mar. de 2015
Espero sinceramente que minha tentativa em fazer um texto homenageando todas as maravilhosas mulheres que se doam tanto em nome de quem amam, venha a ser válida.Parabéns mulheres, não só por hoje, mas por todos os dias e todas as lutas que travam por si mesmas e por quem amam.
Gosto de te ver ao acordar ou quando estou quase dormindo. Acho incrível a forma como se divide em tantas mesmo sendo só uma. Seja para me ouvir, para ouvir e cuidar de nossos filhos, ou como busca ouvir e entender os problemas de seus clientes.
Uma psicóloga com bastante experiência, mesmo sendo tão jovem. Uma mãe carinhosa e afetuosa, mesmo não tendo tido o mesmo quando criança de sua mãe. Uma mulher amorosa e compreensível, mesmo quando presenciou tantos conflitos entre seus pais.

A admiro por completo, admiro sua capacidade de ser uma mulher tão, mais tão valiosa. Olhar-lá pela manhã e saber que pertencemos um ao outro, ao menos nesse momento, me faz ter energia e esperança durante todo o dia, por mais cansativo e desmotivador que o mesmo seja. 
Eu sinceramente te amo, não por ter casado comigo, aceitado todos os meus erros, mas sim por ser quem é por completa.

Fico imensamente feliz de te ter comigo, de poder aninhar meu corpo ao seu todos os dias e ter alguém que sabe ser feminina e frágil, mas também forte e determinada. Minha felicidade transborda em saber que assim como existem outros caras possuidores da mesma sorte que eu tenho ou algo bem semelhante. 
Mulheres incríveis existem em todo o lugar, claro existem suas exceções... Eu espero que todos os caras sortudos, assim como eu saibam a grande sorte, a grande mulher que possuem aninhadas aos seu braços e nesse dia saibam a tratar da forma correta e nos demais dias também.


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Coleção de Ilusões

em 11 de ago. de 2014
 

Eu quero poder ficar sozinho, mas também não quero ficar sozinho. A verdade é que eu ando tendo ideias contrárias, pensamentos contrários, atitudes totalmente opostas das que eu costumava ter á um bom tempo atrás. 

Certo dia, tive uma conversa com meu pai sobre isso, ele me disse com tamanha serenidade que isso fazia parte da idade, que logo eu me acostumaria com meu novo eu, e que de certo modo eu ainda continuaria sendo eu mesmo. Senti falta de uma menção de meu pai, de uma velha lembrança que tanto amargurava ele e a mim, mas ele não a mencionou. 

Passei um bom tempo tentando entender aquilo, o que ele disse e o que de fato eu esperava que ele dissesse, cheguei a conclusão de que ele poderia ter razão, de fato eu cresci, não sou mais o garoto da rua 7 que fala com todo mundo e tem vários amigos, sou o caladão e esquisitão do primeiro ano, que certamente nunca deixará de ser o único virgem das redondezas, que ninguém se aproxima com vergonha de ser visto com ele. 

Não lembro o real motivo que me fez totalmente mudar dessa forma, na verdade acho que sei, mas só de lembrar sinto meu coração gelar como um copo de água posto á pouco tempo no freezer. Á alguns anos minha mãe partiu sem nem ao menos dizer, um “adeus.” Me deixou com meu pai, retirou totalmente de mim a inocência e felicidade de quando eu era uma criança, me fez parar de imaginar que todos os dias eu teria meus pais juntos a mim, reversando noite após noite quem contaria a história para eu dormir, sem deixar de mencionar as vezes que liamos os três juntos. 

O tempo passou, e sim eu cresci. Me tornei mais reservado do que uma pessoa reservada costuma ser. Hoje sou um adolescente cheio de amarguras e medos. No fundo sei que meu pai sabe como isso dói ainda em mim, o quanto me mudou e talvez seja esse o motivo que o faz não mencionar a mamãe em casa, retirar todos os portas retratos da mesma. Mas algo que ele não sabe e quem está lendo também não, é que eu me acostumei a ser assim, essa contrariedade, esses pensamentos melancólicos, fazem parte de mim, ou ao menos acho que fazem parte de minha personalidade de minha estante lotada de decepções, ilusões.

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Texto: Se Afogando em si Mesmo

em 22 de mai. de 2014

Era como se eu pudesse ouvir a música "Holocene" de Bon Iver ali, dentro de minha cabeça de certa forma. Não sei exatamente o motivo para ser Bon Iver, ou por está vendo imagens como uma espécie de slides em minha mente. 
Talvez fosse essa música por ser um pouco depressiva e as imagens em forma de slides por eu está morrendo. Sim, eu estava morrendo, deveria ficar desesperado, mas a falta de ar me trazia uma paz, eu me questionava se não estava ficando louco. 

Que ironia  pensei, aquela praia fora um convite obrigatório de alguns amigos para ver se me ajudavam a sair da fossa. O típico caso que todo mundo passou, namorar algum tempo com alguém, e depois no fim ficar tão péssimo a ponto de seus amigos te obrigarem a sair com eles, mesmo quando não se quer. Talvez eu devesse ficar em casa, sou jovem para morrer, mas por outro lado, essa paz, essa música, esse slide de momentos junto a ela.

Vejo, mãos, braços e pernas em minha direção. Não me salve! quero gritar mas não posso, não consigo, estou sendo arrastado para a margem. É um de meus amigos que me salva, posso sentir as mãos grossas a me segurar assim como as minhas. Ao menos se fosse ela, mas não é, como ele pode acabar com as imagens em minha mente dessa forma?, eu queria dizer que estava morrendo dolorosamente feliz, mas apenas me calei.
Segurei o ar por um tempo, mesmo diante do ar a disposição de mim, queria morrer, mas percebi que eles deveriam está se sentindo culpados. Então levantei e sorrir para eles. Pude ver a expressão de alivio em cada um.

Passei o restante do fim de semana pensando em tudo, em minha forma de pensar positiva ao está morrendo afogado, nunca havia pensado em suicídio, mas naquele dia tentei. Sei que no fundo meus colegas sabem que eu provoquei o afogamento, mas eles não demonstram saber, é como se fosse uma nova chance/ confiança a mim dada. Sobre ela, ela se foi, não há mais motivos para espera-lá a outro cara em sua vida. Mas ainda tenho outras prioridades, minha família, amigos, e até mesmo eu. Não posso me desprender de mim assim tão facilmente.


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Conto: Dias das Mães

em 10 de mai. de 2014


Encontrei a carta que á duas décadas você havia me escrito. Você havia começado naquele ano a escola, mas eu e seu pai, seu falecido pai que tanto me faz falta fizemos questão de ter ensinar a escrever e ler desde os dois anos. Devo confessar, uma tarefa super difícil, mas gratificante ao ver aquele pequeno papel envolvido em uma fita cor de rosa ao lado da mesinha de café da manhã trazida por Júlio e você em minha cama. Sabia que tinha dedo dele nisso, mas ele jurava que você que escreveu aquilo sozinha. Ele  te sentou em sua pequena cadeirinha na época, e te disse para escrever o que sentia por mim. No papel havia uma letra borrada, mas legível com as palavras: Mamãe eu te amo, rodeada por coração.

Meus olhos marejaram na época, acho que chorei, você um garota muito esperta para sua idade ficou preocupada perguntou o que me fazia chorar, eu sorri e tudo ficou bem. Exatamente o que eu fazia agora, chorava, ao encontrar entre as coisas velhas no sótão a cartinha. Morar no Texas não é a mesma coisa sem você e sem Júlio. Seu pai á cinco anos faleceu, e eu sei que era necessário sua ida á faculdade, mas odiava o curso que você optou  fazer, não por o achar ruim, mas por ser tão longe de mim de meus braços de mãe protetora.

Enxuguei as lágrimas e fui até a sala, percebi a porta da entrada da casa aberta. Um vento frio, como não costumava surgir por ali surgiu vindo da porta quando eu a fechei. Temia que alguém além de mim se encontrasse na casa, quem poderia ser? .
Talvez fosse apenas o vento, eu caminhei assustada por toda a sala, até que optei ir até a cozinha. Na cozinha nada de diferente, fiz o menor barulho possível e revistei o resto da casa, mas nada, ainda faltava um cômodo, o quarto o seu quarto, minha querida filha.

Ao abrir o quarto já estava preparada para o ver da mesma forma que você havia deixado. Cama arrumada com seu lençol favorito de cor rosa, os ursos de pelúcia sobre ele, sempre fora uma garotinha, mesmo no corpo de um mulher de vinte anos. Mas ao entrar no quarto, ouvir a  sua voz delicada anunciado sua chegada, Não acreditei no que ouvia, mas lá estava você a poucos passos á minha frente. Corri em sua direção e você fez o mesmo. Então tirou do bolso de sua calça jeans uma cartinha com a mesma aparência daquela encontrada no sótão, a mensagem era a mesma, mas havia também um agradecimento por eu a ter criado tão bem. Fiquei corada, chorosa, emocionada com tudo aquilo. Você por sua vez pareceu ver em meus olhos a preocupação por  sua vinda sem avisar, eu temia que algo havia acontecido no campus, mas pelo que me disse de forma sincera nada havia acontecido. Estava com boas notas, e tirou o fim de semana para comemorar o dia das mães com a melhor mãe do mundo. E esse foi um fim de semana adorável, memorável.

Acho que você percebeu pelo meu sorriso, pela minhas ações o quanto eu estava sentindo sua falta. Sei que em nenhum momento te deixei respirar, ou sair sozinha, mas espero que entenda o quanto é difícil entender que nossos bebês crescem. Sei que Júlio me entenderia se estivesse aqui, qualquer mãe e pai entende, e um dia será sua vez de entender. Te amo filha. Obrigado por tudo!



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Conto: Dias das Mães
Conto: Dias das Mães Encontrei a carta que á duas décadas você havia me escrito. Você havia começado naquele ano a escola, mas eu e seu pai, seu falecido pai...
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