Fala galera! ^^
Hoje trago uma super entrevista pra ocês. Lembram que alguns dias atras eu dei a chance de vocês fazerem as perguntas para uma tal entrevista? Todos respondem: Naaaaaão!
Maoe! Tudo bem eu explico...Eu dei a oportunidade de vocês leitores do blog fazerem perguntas para o autor convidado, que no caso foi o Leonardo Torres ~~olha a fotinha abaixo~~ autor do livro Condenáveis - Uma história de Filho e Pai. Entãaao bora ao que interessa \o/
Quem é o Leonardo Torres?
Que pergunta difícil! Poderia escrever outro livro para respondê-la, mas vou tentar ser o mais sucinto possível. Eu sou um cara assumidamente ambicioso, sonhador e que luta para conseguir o que quer. Gosto de ler, de escrever, de ouvir música, de ver filmes e peças teatrais e até de estudar! Haha Sou formado em jornalismo, terminando a pós-graduação em Jornalismo Cultural e escrevo para o site POPLine. Mas é por causa do meu livro, “Condenáveis – Uma História de Filho e Pai”, que estou aqui. Acho que é um bom resumo recente :P
Quando foi que você percebeu seu dom para escrita? Renato - Realidade Caótica
Oi Renato! Não lembro quando percebi o “dom”, mas eu sempre gostei de escrever. Uma das minhas brincadeiras quando criança era criar histórias novas. Eu cortava as fotos das revistas, as colava nos meus cadernos e reescrevia entrevistas inventadas por mim para aqueles artistas. Coisas assim sempre me acompanharam. Tenho blogs desde os 10, 11 anos, e eu escrevia diariamente neles (mal, mas escrevia)! Não sei se tenho dom, mas tenho muita vontade de escrever e acho que melhorei muito justamente por causa da prática.
Sua família te apoiou quando soube que você queria ser escritor? Marina - Ler, imaginar, criar
Boa pergunta, Marina. Minha família me apoia totalmente, e minha mãe acha um máximo isso tudo. Ela me incentiva muito e até cobra por novos livros. Mas eu ainda não me considero um escritor profissional. Eu lancei um livro de maneira independente, o “Condenáveis”, e é verdade que houve algum burburinho. Mas é só um! Jornalista ainda é minha carreira principal. A literatura é algo que pretendo trilhar paralelamente, por prazer.
Existe um lado positivo e um negativo, na hora da publicação de um livro? Marla - Louca por Romances
Oi Marla. A verdade é que eu não consigo ver nada negativo na publicação de um livro. É a realização de um sonho e o resultado de muito trabalho, e só recebi boas vibrações de volta. Escrever é um prazer e publicar é o ápice disso, quando os outros leem sua história e a aprovam ou não. Ainda bem que aprovaram a minha! haha
Como você se inspira para compor os personagens? Rizia - Livroterapias
Rizia, o livro que eu publiquei é autobiográfico e fala sobre a minha relação com meu pai. Então, os “personagens” são todos reais. Mas eu já comecei a escrever uma ficção e, então, posso responder sua pergunta. Minha inspiração são as pessoas de verdade. Mesclo características de vários conhecidos em um personagem, ou o que idealizo de uma pessoa em outra. Claro, tudo também leva muito de mim, porque saiu de mim, então é uma verdadeira mistura.
O livro tem a ver com alguma parte da história de sua vida?
Sim, “Condenáveis – Uma História de Filho e Pai” é um livro autobiográfico, no qual eu remonto a trajetória do relacionamento problemático com meu pai. Tento entender onde ele errou e onde eu mesmo posso ter errado para chegarmos ao ponto em que chegamos. Hoje em dia não temos nenhum vínculo, então eu quis mergulhar nas raízes disso. Era uma questão que me perturbava mais do que eu sabia, e foi resolvida de maneira intrapessoal depois que escrevi.
Acha que apoios de blogs e parceria ajudam os escritores?
Com certeza, Tamires. A divulgação do meu livro foi toda feita na blogosfera. O assunto do livro é muito delicado e, de certa forma, evitei a grande imprensa por temer como a mídia exploraria minha história. O apoio foi 90% dos blogs, que divulgaram, resenharam, fizeram entrevistas. Só tenho a agradecer a iniciativas como essa, que ajudaram meu livro a chegar a muitas pessoas. Recentemente, disponibilizei o e-book de “Condenáveis” gratuitamente no meu site (www.falaleonardo.com/livro) e os blogs também me ajudaram muito a divulgar isso.
Acha que um autor independente hoje, vale mais a pena que procurar um editora?
Isso depende muito: do objetivo do autor, do conteúdo da obra, da verba a ser investida, do tempo disponível para trabalhar no projeto. Acho ótimo que existam ambas as maneiras de publicação – tanto a tradicional quanto a independente. Isso democratiza o mercado e só rende vantagens para os leitores.
Antes de decidir, depois de terminar e falar pronto! Agora terei que publicar! Passou em sua cabeça procurar uma editora? Todas essas 4 perguntas feitas pela Tamires - De tudo e pouco da Thá
Para “Condenáveis”, não. Desde que decidi lançá-lo, soube que seria de maneira independe. Eu tinha muita pressa para fazer a minha história conhecida e não queria fazer concessões para os editores. Quero, no entanto, que meu próximo livro saia por uma editora. Vou trabalhar nessa direção.
Você mudaria alguma coisa no seu livro? Enredo, capa ou forma de publicação? Naty - Leitora do blog
Naty, você me fez parar para pensar por alguns segundos, mas minha reposta é não. “Condenáveis” é essa história, com essa forma de publicação e essa capa. Foi dessa maneira que o livro me trouxe tanto retorno positivo. Poderia ser melhor? Claro que poderia. Sempre poderia. Mas eu gosto dele assim.
Que sensação teve quando viu o livro pronto? Cristiane - Leitora do Blog
Foi um momento de felicidade. Ele me trouxe muita felicidade, de uma maneira geral. Escrever um livro sempre foi um sonho meu, mas eu imaginava que só o realizaria quando fosse velhinho. Então pegar “Condenáveis” nas mãos, com 22 anos, foi muito “AI MEU DEUS! OLHA O QUE EU FIZ!” haha. Se me contassem um ano antes que isso ia acontecer de verdade, eu não acreditaria.
A moda agora é fazer séries de livros fantásticos, você está iniciando alguma ou não gosta do gênero? Diego - Peças de Oito
Diego, respeito muito os livros fantásticos, porque exigem muita criatividade e atenção para manter a verossimilhança dentro de um universo totalmente criado pelo autor. Mas isso não é a minha. Eu não consumo esse tipo de literatura e fazer algo assim seria contra a minha verdade, ainda mais só para seguir uma moda.
De onde surgiu a ideia para o livro? O processo de publicação foi difícil? Amanda - Primeiro Livro
Amanda, eu comecei a escrever o livro como um diário e percebi que ele estava interessante e poderia render um bom livro. Foi assim que veio a ideia. Quanto ao processo de publicação independente... deu muito trabalho. O autor independente é responsável por absolutamente tudo, então o trabalho é muito maior, mas é bom, porque aprende-se um pouco sobre todo o processo.
Seu pai chegou a ler o livro? Você ficou sabendo da reação dele? Natalia - Leitora do Blog
Natalia, essa é a pergunta que eu mais ouço. Sempre que alguém termina de ler me pergunta qual foi a reação dele. Mas minha história com meu pai terminou na última página. Não houve fatos novos. Não sei se ele leu, e não me interesso em saber também.
Qual é o processo de criação para uma história e o que é mais difícil: iniciar ou terminar um história? Marcos - Devorador de Letras
Já ouvi dizer que uma boa ideia não é responsável por um bom livro, mas não sei nem se é o primeiro passo. Acho que o livro só começa a surgir quando você esquematiza toda a história, com início, meio e fim, antes de começar a escrever. É necessário conhecer toda a trama, todos os personagens e todos os ambientes profundamente, antes de iniciar a obra. E, mesmo assim, começar é o mais fácil. Garanto. Terminar é muito mais complicado. Já comecei a escrever várias histórias que nunca terminaram...
Como todo escritor, acredito que você também tenha tido algum obstáculo a passar antes da publicação do eu livro. Qual foi o maior desafio que você teve que enfrentar até aqui?
Tratando-se de uma publicação independente, não há tantos obstáculos. A maioria dos meus desafios foi introspectiva: com relação à moral e à coragem, porque era um tema sensível, que poderia render consequências desastrosas. Há também o trabalho de revisão, diagramação, divulgação, etc, etc, etc. Mas o maior desafio foi tomar coragem para compartilhar essa história.
Vendo agora o tema do livro. Como é sua relação com seu pai? Essas duas ultimas perguntas foi feita pela Ana Lopes - Livros e Livros
Ana Lopes, eu e meu pai não temos nenhum contato, mas antes mesmo de chegarmos a esse ponto, a relação já era ruim. Sempre foi. Nós não temos muito pontos de interesse em comum e nunca conseguimos estabelecer uma conexão afetiva genuína. O livro fala basicamente sobre isso. São mais de 140 páginas para responder sua pergunta! Hahaha Se você ler (e tomara que leia!), vai entender o que estou falando.
Obrigada de coração Léo! Deixe um recadinho para os leitores do blog :)
Galera, muito obrigado pelas perguntas e pela atenção em ler minhas respostas. Foi muito divertido participar dessa coluna. Espero que tenha conseguido fazer vocês se interessarem pelo meu livro, "Condenáveis - Uma História de Filho e Pai". Quem quiser lê-lo, é só preencher um formulário gratuito no link www.falaleonardo.com/livro, que eu envio o e-book em pdf, ok? Estou esperando o seu formulário!
E então curtiram? Tão conhecer um pouco mais dos autores né?! Logo logo vocês serão repórteres(?) de novo :)

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