Oi Oi Oi
Hoje venho com uma super entrevista com o autor Daniel Monteiro, autor do livro O Homem sem Signo, que já foi resenhado aqui no blog >resenha< Espero que gostem da entrevista
1. Conte-nos um pouco sobre você. Quem é o Daniel Monteiro?
Meu nome é Daniel Monteiro, sou natural de Ilhéus-BA, tenho 26 anos. Sou formado em Administração de empresas, trabalho no conselho que regulamenta as profissões de engenharia em Minas Gerais, e também estou concluindo o curso de graduação em Engenharia Mecânica. Meu signo é Libra (essa informação não poderia faltar, rsrs), gosto de cachorros e o segredo para criar uma amizade comigo é ser bem humorado.
2. Quando, como e porque começou a escrever livros?
Em meados de 2009, quando voltei de uma viagem que fiz ao Ceará, foi quando tomei gosto por escrever. Leitura sempre foi um hábito saudável na minha vida, e escrita também passou a ser, depois que escrevi uma crônica baseada na minha viagem. Postei na internet mesmo, numa comunidade do orkut, e os leitores gostaram. A partir daí, passei a escrever sempre. Na maioria dos casos eram crônicas falando sobre coisas que vivenciei, puxando sempre para um lado cômico. Meu primeiro livro seguiu esse formato de crônica de humor.
3. Quais foram os momentos mais difíceis na escrita/ criação do seu livro?
Os maiores apertos que passei na criação de 'O homem sem signo' foram na hora de administrar o tempo e na revisão. Começava a escrever e por algum motivo precisava parar, e essa pausa se prolongava de dias para semanas, o que complicou um pouco o processo de criação. No meu livro especificamente isso tinha um agravante, pois a história se desenrola durante um período de vida, cerca de 4 ou 5 décadas, então eu precisava lembrar não só do que eu havia escrito, como também do ponto cronológico em que estava, para não confundir os períodos ou fazer um mistureba de idades entre os personagens. A revisão é um ponto chave para autores independentes, pois a responsabilidade de seguir uma ortografia correta é muito maior, sem ajuda de profissionais. Reli o livro 5 vezes depois de pronto, caçando todo tipo de erros, e também contei com a ajuda de leitores-beta na tarefa.
4. Como foi a busca pela publicação de Homem sem Signo?
Depois de pronto, passei a enviar o original para editoras com boas referências. É um período chato e de muita espera, pois os prazos não são curtos, devido a quantidade de originais que recebem diariamente. Tive sorte de ser chamado após um mês para uma conversa sobre a publicação, com uma editora grande e de marca muito conhecida. Infelizmente o acordo não era muito vantajoso para mim, então resolvi aguardar e esperar por outras opções. Após este ocorrido, aproveitei a chegada da Amazon no Brasil e publiquei em ebook, pela loja online dela. A segunda editora não me deu resposta, a terceira aprovou o meu manuscrito, mas ainda não tem previsão de publicação, estou na lista de espera. A quarta e quinta ainda não deram nenhum parecer, mas ainda estou no prazo de avaliação, então estou esperançoso de uma resposta positiva. Por enquanto estou satisfeito com a publicação em ebook, e na torcida para sair o livro impresso com uma das editoras que enviei o original, não estou enviando para nenhuma outra.
5. Você fez alguma pesquisa antes de começar escrever seu livro? Se inspirou em algum filme, anime e afins?
Sim, a ideia do livro nasceu de um anime chamado HOKUTO NO KEN (O Punho da Ursa Maior, numa tradução livre). Fiquei fascinado pela narrativa de ação baseada na predestinação por estrelas e constelações. Juntei com um pouco de Cavaleiros do Zodíaco e uma ambientação medieval, e quando vi, já tinha a história toda na cabeça. No meu estilo de escrita, acho que peguei muito de 'O cão dos Baskerville' de Sir Arthur Conan Doyle. Precisei pesquisar sobre cenários e utensílios, mas a maior fonte de recursos para mim foi 'A arte da guerra', de Sun Tzu. Não se pode fazer um livro com guerras e batalhas sem ter lido esta obra prima.
6. Homem sem Signo é o seu único livro? Se não, conte-nos u poucos sobre suas obras
Nessa temática de fantasia e aventura, sim. Antes dele, escrevi 'O ingresso e a Lei de Murphy', que é um texto puxado para o humor, contando a vida de um jovem meio perdido na vida, que precisa comprar o ingresso para o show da banda favorita dele. Gosto muito dele por guardar meu estilo original de escrever, puxado para crônicas do dia-a-dia. Pode ser adquirido na Amazon também, em ebook, e é uma leitura rápida e bem contemporânea.
7. Você está escrevendo algum livro no momento? Se sim, fale um pouco dele
Estou escrevendo a continuação de 'O homem sem signo'. Não é uma continuação da história do primeiro livro, pois acredito que ela teve um desfecho satisfatório, mas é uma retomada do mundo de Maciaan para contar uma nova jornada, com personagens e cenários inéditos. Por enquanto, não posso dar o nome, mas o ebook sai ainda este ano e estou torcendo para que o livro físico também. É interessante que posso trabalhar conceitos diferentes, já que estou apresentando um herói diferente de Amato, e isso vai se refletir na atmosfera do livro, muito mais positiva. Quem leu 'O homem sem signo' viu uma trama carregada de sentimentos ruins como inveja, ódio, traição e rancor. Amato foi um herói muito amargurado, estou tentando fazer o oposto, desta vez.
8. Por "O Homem sem Signo ser em formato ebook, o que você acha da inclusão de ebooks? Você prefere ebook ou livro físico?
Acho ótimo, inclusive já fui o responsável por vários amigos terem comprado um Kindle/Kobo. Tem um pessoal que lê em tablet também, o que é muito bom para quem não se incomoda com o brilho da tela. Particularmente, acho que o ebook tem uma gama de qualidades que o levam além do livro físico. Eu mesmo só leio no Kindle; livros físicos compro apenas para colecionar. Falando como leitor, esta é minha opinião, mas como escritor, tenho alguns detalhes a observar: aqui no Brasil, a maioria dos leitores de ebook usa da pirataria para ler, então fica muito difícil manter a escrita como fonte de renda, ainda mais sendo independente. Alguns amigos autores que também publicaram em ebook, decidiram por traduzir seus livros para inglês e vender na Amazon americana, e dizem que lá o retorno financeiro é bem maior.
9. Em quais autores se inspira? Tem algum livro favorito? Qual?
Nossa, tem muitos que admiro, mas os que não posso deixar de falar, são: Machado de Assis, H.P. Lovecraft, meu conterrâneo Jorge Amado, Neil Gaiman e Alan Moore nos quadrinhos e por fim, o autor que considero ser o melhor entre os melhores: Fiódor Dostoiévski. Meu livro favorito é justamente do escritor russo, e se chama 'Notas do Subsolo'. Uma história simples, mas de profundidade psicológica genial.
10. O que você acha da literatura nacional recente? Muitos lançam seus livros independente, na sua opinião as editoras ainda tem um preconceito?
Eu vejo uma abertura gigantesca no mercado editorial para autores nacionais, e a tendência é de aumentar, se nada de extraordinário acontecer. No caso do ebook, ainda é muito cedo para falar. As editoras não estão colaborando para o crescimento do mercado de ebooks, e talvez por isto, muitos autores ainda não o consideram como um caminho para a publicação independente, preferindo pagar por uma publicação impressa, ou até deixar o original engavetado. Sobre a posição das editoras, eu não chamaria de preconceito, apenas de modelo de negócios. As editoras grandes visam publicar livros que sejam rentáveis, e obviamente um autor iniciante não é a primeira opção. Seja nacional ou internacional. As editoras querem publicar aquilo que atrai público: se o autor for um bestseller internacional, ela vai tentar publicar; da mesma forma que vai tentar publicar um livro de um brasileiro famoso que consiga formar um público de leitores suficientemente grande. O caso do Eduardo Spohr foi assim. Ganhou certa notoriedade com o livro dele, e em seguida uma editora grande correu para fazer uma edição do livro dele.
11. Sempre pergunto para os autores entrevistados: O que você acha das parcerias com blogs? Ajuda ou atrapalha?
Ajuda, sem sombra de dúvidas. Mas é claro que nem todo blog combina com todo livro, e vice-versa. Os blogs literários são um canal de comunicação, e devem ser vistos assim, sem nenhum receio. Servem para ajudar, mas é necessário um critério de escolha, como qualquer outro meio de comunicação. Uma editora de livros de autoajuda não vai fazer parceria com um blog de livros de terror, pelo mesmo motivo que um aparelho auditivo é propagandeado na TV e não no rádio, para ser bem simplório no exemplo.
Para finalizar: Deixe um recados para os leitores do Livros de Cabeceira
O recado que eu deixo é que continuem acessando o blog, que é muito divertido. Alguns blogs se dedicam exclusivamente a propagandear livros e eu acho que perde o encanto, a sensação de divulgação boca a boca. O Livros de Cabeceira ainda mantém esse tom pessoal que cativa leitores. Certamente, me cativou. Obrigado pela entrevista, e assim que eu tiver notícias sobre a continuação de 'O homem sem signo', venho aqui avisar. =)
Obrigada eu Daniel, pela entrevista e o carinho pelo blog. Desejo à você muito mais sucesso! E pensa na pessoa se sentindo agora XD!
*Vale Top Comentarista


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