O Amante conta a descoberta do amor e do sexo por uma adolescente, filha de uma família de colonos falidos na Indochina Francesa, nos anos 30. O amor proibido da menina branca, sua entrega a um jovem chinês rico, dez anos mais velho do que ela, é também uma forma de escapar à claustrofobia e à derrocada da sua solidão. É também a história da própria escritora.
Duras ergueu uma ponte impensável entre fotonovela e literatura de vanguarda. Seu amante, nesse sentido é um príncipe encantado que faz descobrir ao mesmo tempo a solidão do seu próprio desejo, e por conseqüência a vocação para literatura. Em troca, e à imagem da prostituta, a menina faz o amante apaixonado sofrer por amor.
É a coragem ou a loucura de avançar sobre um fio tênue entre a originalidade e o grotesco que fez de Duras uma verdadeira escritora - sabendo que corria o risco de escorregar, de resvalar no ridículo, e ainda assim preferindo o risco à repetição. Razão de sua obra muitas vezes ser tão vulnerável e dependente dos bons olhos do leitor.
A obra de Duras é essa vulnerabilidade, essa exposição ao leitor, sem a cumplicidade do qual pode não restar nada além do escárnio. Há quem a odeie opr isso. Mas foi também essa entrega e essa exposição que lhe garantiram uma legião de fãs, que reconheceram a coragem(ou a loucura) de uma escritora determinada a criar uma língua e um estilo próprios. Duras passou a viver a obra, incorporou o estilo à própria vida. E é o que faz do relato autobiográfico de O Amante também um texto ficcional, um romance por denegação: " A história da minha vida não existe"
Nascida nos arredores de Saigon (Vietnã) pouco antes do estouro da Primeira Guerra, Marguerite Duras tornou-se um dos mais influentes nomes da literatura francesa a partir da década de 1940, escrevendo rmances, peças de teatro e roteiros para cinema (Hiroshima Mon Amour, dirigido por Alains Resnais, é o mais famoso deles), Mas foi só aos 70 anos de idade que Duras ganhou projeção internacional, com novela O amante, vencedora do Prêmio Goncourt de 1984 e traduzida em mais de 40 idiomas.
Filtrada por uma memória ao mesmo tempo autobiográfica e ficcional, a narrativa (que se passa em 1929) reconstitui os embates de uma adolescente que mantém uma relação com um oriental dez anos mais velho que ela. Intensamente lírico e erótico, O amante acompanha com rara felicidade a descoberta e o esgotamento da sexualidade, consumida em fogo lento pela escrita corrosiva de Duras.
Em 1991 o livro ganhou versão para o cinema pelo diretor francês Jean-Jacques Annaud.
Comentário da Brubs: É um ótimo livro, gostei muito Duras fala com linguagem muito simples de fácil entendimento. Apesar que as vezes a história ficar cansativa. O mais legal que fala com se fosse a escritora mesmo contando a história, e com isso acaba nos levando pra dentro da história ( adoooooro qdo isso acontece).
Recomendo a todos ler esse livro e o bom é que ele é bem fininho. :)
Características:
Páginas:95
Autor: Marguerite Duras
Biblioteca Folha
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